De uma maneira bem simples, podemos conceituar que o cérebro é formado de inúmeras células que se comunicam entre si através de substâncias químicas chamadas neurotransmissores e que por algum motivo, eles passam a não "circular" como deveriam. Com o aumento ou a redução desses neurotransmissores, poderá haver algumas alterações, como por exemplo, o indivíduo ser acometido de depressão, ansiedade, etc.
A depressão é caracterizada por um estado em que o humor fica deprimido, melancólico, como se diz popularmente, "para baixo". A pessoa deprimida sente angústia, ansiedade, desânimo, nota que sua energia está acabando, sobretudo, um tédio, apatia, uma tristeza profunda e a impressão que se sente é que parece que isso não terá fim. Pode surgir em qualquer fase da vida, desde a infância até em idades avançadas. A depressão tem a condição de interferir na vida diária, sendo que nos jovens e adultos, pode intervir drasticamente nas relações sociais e no bem-estar dos mesmos e dependendo do desgaste pelo qual a pessoa é acometida, pode levá-Ia ao suicídio. Depois de muita discussão a respeito da depressão, os cientistas finalmente chegaram à conclusão, que a depressão tem origem bio-psico-social.
Também a depressão tem sido muito divulgada e debatida atualmente nos meios de comunicação, tal é a preocupação que as autoridades de saúde têm em alertar a população para o diagnóstico e tratamento muito especialmente.
No mundo, a depressão atinge um número cada vez maior de pessoas, são mais de 400 milhões de pessoas acometidas. Ou seja, cerca de 20% da população tem experimentado os incômodos sintomas desta doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que nos próximos 20 anos, o problema sairá do 4°. para o 2°. lugar no ranking de doenças dispendiosas e fatais. Ela deverá perder apenas para as enfermidades do coração.
Os pesquisadores do Departamento de Psiquiatria Clínica da Unifesp dizem o seguinte a respeito da depressão:
Após o primeiro episódio, a chance de recaída é de 50%. Depois do segundo episódio, a chance cresce para 75% e no terceiro, chega a 90%, muito especialmente nas mulheres que são as mais atingidas pela doença. A estatística mostra que 1 em cada 5 mulheres e 1 em cada 10 homens são acometidos pela depressão, portanto, as mulheres são mais vulneráveis que os homens.
O pensamento da pessoa deprimida
Os pensamentos que frequentemente ocorrem com a pessoa deprimida são de se rotularem sem valor, culpam-se demasiadamente e se concebem fracassadas. Alguns têm ainda certa dificuldade para pensar, não conseguem se concentrar como também não conseguem tomar decisões que antes eram normais, corriqueiras, pois receiam tomar essas decisões de maneira errada. Também se verifica que via de regra, essas pessoas têm a sua auto-imagem distorcida, rebaixada.
Causas da depressão
Não existe uma única causa para a depressão. Em algumas famílias fala-se sobre a hereditariedade ou a vulnerabilidade biológica. Pouca tolerância ao stress, auto-estima baixa, fatores ambientais como uma perda significativa, doença crônica ou dolorosa como câncer, mal de Alzheimer, diabetes e alterações hormonais, gravidez, parto, menopausa, uma ruptura sentimental, problemas financeiros, mudanças bruscas no padrão de vida, aposentadoria etc., podem facilitar o surgimento da depressão. Outra causa pode ser a existência de aspectos específicos de personalidade e o próprio histórico familiar de depressão.
Essas podem apresentar sintomas como:
Humor deprimido;
Irritabilidade, ansiedade;
Desânimo, cansaço mental;
Dificuldade de concentração e esquecimento;
Incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades que antes da depressão eram agradáveis;
Tendência ao isolamento tanto social quanto familiar;
Apatia, desinteresse, falta de motivação, sentimento de medo, insegurança, desespero e vazio;
Pessimismo, idéias de culpa, baixa auto-estima, falta de sentido de vida, inutilidade e fracasso;
Idéias de morte e até suicídio;
Dores e problemas físicos geralmente não justificados por diagnósticos médicos, tais como cefaléia, sintomas gastrintestinais, dores pelo corpo e pressão no peito. Esses sintomas, já deverão estar existindo há pelo menos seis meses e sem diagnóstico que o justifique.
Alterações do apetite;
Redução da libido;
Falta ou aumento do sono;
Como diferenciar a tristeza da depressão?
Na pessoa deprimida os sentimentos são diferentes de uma tristeza anteriormente sentida. A tristeza é um sentimento normal, próprio do ser humano, quando este se vê em situações que lhe falta a alegria, mediante uma perda, decepção, etc., porém o estado de equilíbrio retoma logo após a elaboração, mediante o enfrentamento feito a curto ou longo prazo. Ela não traz sintomatologias físicas e ou orgânicas intensas. Na depressão essa condição é mais persistente.
Na depressão grave, a pessoa se isola e perde o interesse em tudo. Pode ficar mal humorada, sempre insatisfeita com tudo. Luta contra a depressão sem saber que sofre dessa doença. Essa luta rouba da pessoa a pouca energia que lhe resta. Com isso, fica pior, mais irritado e impaciente.
O tratamento mais indicado para a depressão é a combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia. O exercício físico também é indicado.
A medicação conseguirá um alívio mais rápido dos sintomas eles não são calmantes nem estimulantes, não geram dependência física nem psíquica.
A psicoterapia ajudará o paciente a encontrar meios afetivos ns soluções dos problemas de sua vida, que muitas vezes são fatores que predispõe a depressão.
Já o exercício físico, estimulará as endorfinas que são os nossos “antidepressivos naturais”. Aumentam o bem estar, o intestino funciona melhor, a pressão arterial fica mais estável, e a pessoa tem menos taquicardia.
Algumas dicas que podem ser úteis ao paciente:
A depressão não é uma fraqueza nem uma loucura;
A pessoa não melhora apenas através da força de vontade;
A depressão não escolhe raça e nem classe social;
É importante não se isolar, o paciente deve contar com a ajuda e compreensão dos familiares e amigos.
Não estabeleça objetivos muito difíceis, nem grandes responsabilidades. Divida as grandes tarefas em pequenas atividades. Faça o que for possível.
Não cobre muito de si próprio para que a sensação de fracasso não aumente. Faça apenas o que as suas forças permitirem.
Procure ficar acompanhado de outras pessoas, é melhor do que estar sozinho.
Realize as atividades que sejam prazerosas, não se exceda.
Saiba mais participando dos nossos encontros e retiros e adquirindo o nosso módulo nº 8 especialmente sobre Depressão: Sintomas, como superá-la, etc.
domingo, 1 de agosto de 2010
Você sabe o que são dogmas de fé?
DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA.
O termo “dogma” provém da língua grega, “dogma”, que significa “opinião” e “decisão”. No Novo Testamento, é empregado no sentido de decisão comum sobre uma questão, tomada pelos apóstolos (cf. At 15,28). Os Padres da Igreja, antigos escritores eclesiásticos, usavam a palavra dogma para designar o conjunto dos ensinamentos e das normas de Jesus e também uma decisão da Igreja.
Pouco a pouco, a Igreja, com o auxílio dos teólogos e pensadores cristãos, precisou e esclareceu o sentido de dogma. Na linguagem atual do Magistério e da Teologia, o “dogma” é uma doutrina na qual a Igreja: quer com um juízo solene, quer mediante o magistério ordinário e universal, propõe de maneira definitiva. É uma verdade revelada, de uma forma que obriga o povo cristão a crer nele, em sua totalidade, de modo que sua negação é repelida como heresia e estigmatizada com anátema.
Definidos pelo magistério da Igreja de maneira clara e definitiva, os dogmas são verdades de fé, contidas na Bíblia e na Tradição. Não se tratam de invenções novas, ou coisa apenas dos homens.
Na Igreja os dogmas são importantes, porque ajudam os cristãos a se manterem fiéis na fé genuína do cristianismo. “Os dogmas são como placas que indicam o caminho de nossa fé. Foram criados para ajudar a gente a se manter no rumo do Santuário vivo, que é Jesus” (CNBB. Com Maria, Rumo ao Novo Milênio. pág. 81).
Muitos protestantes combatem os Dogmas da Igreja católica, entretanto não percebem que os dogmas são fundamentos doutrinários que não permitem divergências, e levam a unidade da Igreja.
Para que o ensinamento divino contido nas Sagradas Escrituras seja um dogma são necessárias duas condições:
1) O sentido deve estar suficientemente manifestado.
2) Esta doutrina deve ser proposta pela Igreja como revelada. Quando o texto das Escrituras estiver definido pela igreja como contendo um dogma revelado, com sentido preciso e determinado, é um dever estrito para os católicos aceitá-lo.
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.” (Mt, 24, 35)
“Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema”. (Epístola de São Paulo aos Gálatas, 1,8)
D. 39.1 Definição dos dogmas pela autoridade pela Igreja
§88 O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária.
D. 39.3 Dogmas de fé
§89 Há uma conexão orgânica entre nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro. Na verdade, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé.
§90 Os laços mútuos e a coerência dos dogmas podem ser encontrados no conjunto da Revelação do Mistério de Cristo. “Existe uma ordem ou ‘hierarquia’ das verdades da doutrina católica, já que o nexo delas com o fundamento da fé cristã é diferente.”
OS DOGMAS DA IGREJA.
A seguinte compilação de todos os Dogmas da Igreja Católica foi obtida do trabalho do Dr. Ludwig Ott, Fundamentos do Dogma Católico, publicado pelo Mercier Press Ltd., Cork, Irlanda, 1955. Este livro tem o Imprimatur do Bispo Cornelius. Reimpresso nos EUA pela Tan Books and Publishers, Rockford, Illinois, 1974.
O termo “dogma” provém da língua grega, “dogma”, que significa “opinião” e “decisão”. No Novo Testamento, é empregado no sentido de decisão comum sobre uma questão, tomada pelos apóstolos (cf. At 15,28). Os Padres da Igreja, antigos escritores eclesiásticos, usavam a palavra dogma para designar o conjunto dos ensinamentos e das normas de Jesus e também uma decisão da Igreja.
Pouco a pouco, a Igreja, com o auxílio dos teólogos e pensadores cristãos, precisou e esclareceu o sentido de dogma. Na linguagem atual do Magistério e da Teologia, o “dogma” é uma doutrina na qual a Igreja: quer com um juízo solene, quer mediante o magistério ordinário e universal, propõe de maneira definitiva. É uma verdade revelada, de uma forma que obriga o povo cristão a crer nele, em sua totalidade, de modo que sua negação é repelida como heresia e estigmatizada com anátema.
Definidos pelo magistério da Igreja de maneira clara e definitiva, os dogmas são verdades de fé, contidas na Bíblia e na Tradição. Não se tratam de invenções novas, ou coisa apenas dos homens.
Na Igreja os dogmas são importantes, porque ajudam os cristãos a se manterem fiéis na fé genuína do cristianismo. “Os dogmas são como placas que indicam o caminho de nossa fé. Foram criados para ajudar a gente a se manter no rumo do Santuário vivo, que é Jesus” (CNBB. Com Maria, Rumo ao Novo Milênio. pág. 81).
Muitos protestantes combatem os Dogmas da Igreja católica, entretanto não percebem que os dogmas são fundamentos doutrinários que não permitem divergências, e levam a unidade da Igreja.
Para que o ensinamento divino contido nas Sagradas Escrituras seja um dogma são necessárias duas condições:
1) O sentido deve estar suficientemente manifestado.
2) Esta doutrina deve ser proposta pela Igreja como revelada. Quando o texto das Escrituras estiver definido pela igreja como contendo um dogma revelado, com sentido preciso e determinado, é um dever estrito para os católicos aceitá-lo.
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.” (Mt, 24, 35)
“Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema”. (Epístola de São Paulo aos Gálatas, 1,8)
D. 39.1 Definição dos dogmas pela autoridade pela Igreja
§88 O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária.
D. 39.3 Dogmas de fé
§89 Há uma conexão orgânica entre nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro. Na verdade, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé.
§90 Os laços mútuos e a coerência dos dogmas podem ser encontrados no conjunto da Revelação do Mistério de Cristo. “Existe uma ordem ou ‘hierarquia’ das verdades da doutrina católica, já que o nexo delas com o fundamento da fé cristã é diferente.”
OS DOGMAS DA IGREJA.
A seguinte compilação de todos os Dogmas da Igreja Católica foi obtida do trabalho do Dr. Ludwig Ott, Fundamentos do Dogma Católico, publicado pelo Mercier Press Ltd., Cork, Irlanda, 1955. Este livro tem o Imprimatur do Bispo Cornelius. Reimpresso nos EUA pela Tan Books and Publishers, Rockford, Illinois, 1974.
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