quarta-feira, 7 de abril de 2010

Será que Jesus existiu mesmo? Será que fundou a Igreja mesmo?

Será que Jesus existiu mesmo? Será que fundou a Igreja mesmo?

Vamos responder a cada uma dessas perguntas. Comecemos pela existência histórica de Jesus Cristo.

Além dos Evangelhos e Cartas dos Apóstolos, a mesma História que garante a existência dos faraós do Egito, milhares de anos antes de Cristo, garante a existência de Jesus. Muitos documentos antigos, cuja autenticidade já foi confirmada pelos historiadores, falam de Jesus. Vamos aqui dar apenas alguns exemplos disso e mostrar que Nosso Senhor Jesus Cristo não é um mito.

Documentos de escritores romanos (110-120):

1.Tácito (Publius Cornelius Tacitus, 55-120), historiador romano, escritor, orador, cônsul romano (ano 97) e procônsul da Ásia romana (110-113), falando do incêndio de Roma, que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta:

“Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais, XV, 44).

2. Plínio o Jovem (Caius Plinius Cecilius Secundus, 61-114), sobrinho de Plínio, o Velho, foi governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador romano Trajano, em 112:

“[...] os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus” (Epístolas, I.X 96).

3. Suetônio (Caius Suetonius Tranquillus, 69-126), historiador romano, no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este “expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós, Cristo), se haviam tornado causa frequente de tumultos” (Vita Claudii, XXV).

Esta informação coincide com o relato dos Atos dos Apóstolos 18,2, onde se lê: “Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma”; esta expulsão ocorreu por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.

Documentos judaicos:

1. O Talmud (Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos judeus posteriores a Jesus) apresentam passagens referentes a Jesus. Note que os judeus combatiam a crença em Cristo, daí as palavras adversas ao Senhor.

Tratado Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia:

“Na véspera da Páscoa suspenderam a uma haste Jesus de Nazaré. Durante quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: “Merece ser lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião. Quem tiver algo para o justificar venha proferi-lo!” Nada, porém se encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera da Páscoa.”

2. Flávio Josefo, historiador judeu (37-100), fariseu, escreveu palavras impressionantes sobre Jesus:

“Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fieis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos” (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).

Documentos Cristãos:

Os Evangelhos narram, com riqueza de detalhes históricos, geográficos, políticos e religiosos a terra da Palestina no tempo de Jesus. Os evangelistas não poderiam ter inventado tudo isso com tanta precisão.

São Lucas, que não era apóstolo nem judeu, fala dos imperadores César Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias e outros personagens como Anás e Caifás (cf. Lc 2,1;3,1s). Todos são muito bem conhecidos da História Universal.

São Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus, herodianos, saduceus (cf. Mt 22,23; Mc 3,6).

São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (cf. Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (cf. Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais. Nada foi inventado, tudo foi comprovado pela História.

Além dos dados históricos sobre a vida real de Jesus Cristo, tudo o que Ele fez e deixou seria impossível se Ele não tivesse existido. Um mito não poderia chegar ao século XXI [...] com mais de um bilhão de adeptos.

Os Apóstolos e os evangelistas narraram aquilo de que foram testemunhas oculares; não podiam mentir sob pena de serem desmascarados pelos adversários e perseguidores da época. Eles eram pessoas simples, alguns, pescadores e nunca teriam a capacidade de ter inventado um Messias do tipo de Jesus: Deus-homem, crucificado, algo que era considerado escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Jamais isso seria possível com Israel sob o jugo romano, dominador intransigente.

Outro fato marcante é que os judeus esperavam um Messias “libertador político”, que libertasse Israel dos romanos, no entanto, os Evangelhos narram um Jesus rejeitado pelos judeus, e que vem como libertador espiritual e não político. Os apóstolos teriam a capacidade e a coragem de inventar isso? Homens rudes da Galileia não teriam condições também de forjar um Jesus tão sábio, santo, inteligente, desconcertante tantas vezes.

Tem mais, a doutrina que Jesus pregava era de difícil vivência no meio da decadência romana; o orador romano Tácito se referia ao Cristianismo como “desoladora superstição”; Minúcio Félix falava de “doutrina indigna dos gregos e romanos”. Os Apóstolos não teriam condições de inventar uma doutrina tão diferente para a época.

Será que poderia um mito ter vencido o Império Romano? Será que um mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e perseguições? O escritor cristão Tertuliano (†220), de Cartago, escreveu que “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”.

Será que um mito poderia provocar tantas conversões, mesmo com sérios riscos de morte e perseguições?

No século III já havia cerca de 1.500 sedes episcopais (bispos) no mundo afora. Será que um mito poderia gerar tudo isso? É claro que não.

Será que um mito poderia sustentar uma Igreja, que começou com doze homens simples, e que já tem 2.000 anos; que já teve 264 Papas e que tem hoje mais de 4.000 bispos e cerca de 410 mil sacerdotes em todo o mundo? As provas são evidentes. Negar, historicamente que Jesus existiu, seria equivalente a negar a existência de Platão, Herodes, Pilatos, Júlio César, Tibério, Cleópatra, Marco Antônio, entre outros.

Prof. Felipe Aquino
Site do autor: www.cleofas.com.br

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Verdades e Mitos sobre os Santos da Igreja

Desde os primórdios da Igreja, os fiéis falecidos – com fama de santidade – tiveram a estima dos cristãos. Isto nada tem a ver com as homenagens que os pagãos prestavam aos seus mortos nas famosas “apoteoses”. Estes costumavam celebrar atos públicos, nos quais um homem (um rei, no Egito; um herói, na Grécia; um Imperador, em Roma; entre outros) era declarado deus ou semideus. Em Roma, esta cerimônia baseava-se na crença oriental de que a alma, sendo produto de emanação da substância divina do Sol, voltava a esta ou ao seio do fogo divino após a morte do indivíduo. De modo que se costumava, então, preparar em praça pública uma fogueira, sobre a qual era colocado o cadáver do Imperador. E enquanto este ardia juntamente com perfumes e ervas aromáticas, soltava-se, afugentada pelo calor, uma águia que até aquele momento se achava oculta junto à fogueira. E afirmava-se que essa ave (“divina por excelência”) levava a alma do Divus Imperator (ou do Imperador Divino) aos céus (cf. Suetônio, Augusto 100; Herodiano IV 2).

Os pagãos tributavam esta apoteose exclusivamente aos Imperadores e aos membros e protegidos da família imperial. Não se tem notícia de que endeusassem um homem do povo. Os cristãos, ao contrário, reconhecem como santos tanto reis e pontífices como irmãos mais simples, como o cozinheiro São Benedito.

A Igreja só considera santos aqueles que tenham praticado as virtudes em grau comprovadamente heróico. A canonização deles se inspira em costumes bíblicos: o autor do Eclesiástico escreveu o “Louvor dos Pais (Enoque, Noé, Abraão, Isaque, os justos...)”, redigindo desta forma o primeiro catálogo ou cânon dos santos de Israel (cf. Eclo 44-51).

Algumas fontes históricas revelam que, na segunda metade do século II, estabeleceu-se o belo costume de celebrar a Eucaristia em cima do túmulo dos mártires, no dia do aniversário de sua morte, para invocar a intercessão deles.

O primeiro modelo de cristão a ser cultuado pelos fiéis foi o do mártir. Este desde cedo foi tido como o imitador mais perfeito de Cristo, já que o Senhor disse que “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13).

Conscientes disso, os antigos cristãos recolhiam, reverentes, as relíquias dos mártires e anualmente comemoravam o natalício deles, ou seja, a sua entrada na glória celeste, celebrando sobre o túmulo deles o santo sacrifício da Santa Missa. Tal foi a mais antiga forma de canonização, atestada por documentos do século II, como por exemplo, a de São Policarpo de Esmirna na Ásia Menor (cf. Martírio de S. Policarpo 18,3).

Mas já nesses primeiros séculos, nota-se o cuidado das autoridades eclesiais de não permitir a veneração de qualquer aparente vítima de perseguição. Os bispos examinavam as “Atas dos mártires”, isto é, os testemunhos referentes a cada cristão perseguido, a fim de verificar se, de fato, este morrera por amor à fé. E conforme o resultado desse exame, permitiam ou não o culto do mártir. Uma vez reconhecido um autêntico herói cristão, a comunidade cristã, a que ele pertencia, enviava às demais uma carta circular (Ata), narrando o glorioso martírio do santo, de modo que os irmãos fossem edificados.

Após o período de perseguições dos romanos, que terminou no ano 313 com a Paz de Constantino (Edito de Milão), os cristãos começaram, então, a construir capelas e igrejas sobre os túmulos dos mártires. Tais construções são inúmeras em Roma e em todo o mundo.

O imperador Constantino, logo, construiu a primeira Basílica de S. Pedro sobre o túmulo deste santo, onde está hoje.

Esta veneração dos mártires, após as perseguições romanas, estendeu-se aos monges, uma vez que viviam em espírito de martírio nos desertos. Era o martírio não da espada, mas da paciência e da renúncia absoluta. Depois esta prática se estendeu também aos bispos e sacerdotes e demais fiéis do povo de Deus, que tinham vivido em santidade.

No início, o povo cristão aclamava a santidade de alguém e cabia aos bispos serem os juízes dessa devoção espontânea. Só a partir da Idade Média é que teve início o processo formal de canonização dos santos, como ocorre hoje.

A partir do século IV, começou a ser honrado outro tipo de santo: o chamado “confessor”, ou seja, o justo que, sem ter derramado o sangue para confessar a fé, a havia professado, praticando as virtudes em grau heróico. Esta nova modalidade da piedade cristã se deve ao fato de que, após a paz instaurada por Constantino (313), as ocasiões de martírio diminuíram.

Diversos concílios da Antigüidade e do início da Idade Média tiveram de proibir o culto público tributado aos servos de Deus antes que a autoridade eclesiástica se tivesse oficialmente pronunciado a seu respeito. Também promulgaram cânones que mandavam cancelar das listas dos santos nomes ali prematuramente inseridos devido ao fervor popular. Os nomes de santos cultuados em determinada diocese eram comunicados a outras dioceses, de modo que havia justos unanimemente venerados na Igreja universal, enquanto que outros só gozavam de culto local.

O Concílio Ecumênico de Nicéia II (787) declarou lícito o uso de imagens sagradas: a estas se presta um culto relativo à pessoa ou representada pela imagem. Tal culto em relação aos santos é de veneração (dulia) e não de adoração (latréia, latria), a qual compete só a Deus.

O Papa João XV (985-996), em 993, realizou a primeira canonização formal. O primeiro santo canonizado foi Santo Ulrico, Bispo de Augsburgo (Baviera), falecido em 973. Nessa ocasião, João XV escreveu a Encíclica “Cum conventus esset” aos Bispos da Alemanha e da Gália, na qual destacou dois importantes princípios da veneração aos santos: “Honramos os Servos para que a honra recaia sobre o Senhor, que disse: ‘Quem vos acolhe, a Mim acolhe’ (Mt 10,40). Além do que, nós, que não podemos confiar em nossas próprias virtudes, sejamos sempre ajudados pelas preces e os méritos dos Santos” (Denzinger-Schönmetzer, Enquirídio n.º 756 [342]).

Daí em diante, cabia exclusivamente à Santa Sé o direito de confirmar os santos que poderiam ser venerados.

Na Idade Média, o Concílio do Latrão IV (1215), em Roma, promulgou uma advertência sobre abusos ocorrentes no culto das relíquias. Na época, por causa da fragilidade humana, havia abusos quanto à veneração desses objetos sagrados, mas isso não justificava suprimir o uso justificado por motivos teológicos.

É importante notar que tanto Lutero quanto Calvino aceitavam a veneração dos santos, uma vez que isso é algo humano e natural. O que eles contestavam era a função intercessora destes servos de Deus; porque parecia-lhes substituir a ação salvífica de Jesus Cristo. Coisa que estavam enganados, visto que uma coisa não exclui a outra.

Felipe Aquino
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

sábado, 3 de abril de 2010

DISTÚRBIOS DO COMPORTAMENTO

Podemos dizer que entramos em contato com o mundo através de nossos órgãos dos sentidos. A visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato são a grosso modo falando, como se fossem os olhos da nossa alma, eles estão a serviço do nosso psiquismo.

Para percebermos o mundo ao nosso redor, temos que nos valer dos sistemas sensoriais, ou seja, após uma série de processamentos no cérebro, finalmente a informação é enviada ao seu centro específico, visão, audição, olfato, paladar e tato. Mas nem sempre o que percebemos é de fato o mesmo que sentimos, por exemplo: a fadiga, ansiedade ou afeto. O uso de drogas, álcool, etc., podem modificar a percepção e o sentimento, além disso, as influências culturais e pessoais, também interagem neste sentido. Assim, a percepção revela à nós que existe algo e a sensação diz que algo é esse. Por isso, deve sempre haver perfeita integração entre os estímulos e as sensações.

A integração dos órgãos dos sentidos é muito importante. Por exemplo, o gosto de uma comida depende muito do funcionamento conjunto dos receptores do sabor e do aroma, porisso a comida pode parecer sem gosto quando estamos com o nariz entupido. Isso ocorre freqüentemente na mulher grávida, pois sua capacidade de perceber o aroma é diferente. Aliás, muita coisa nesta fase da vida fica alterada.

Um outro exemplo pode ser o das cores. Não dá para ter certeza que alguém veja a cor vermelha ou qualquer outra, na mesma intensidade que eu vejo. Por exemplo, se o indivíduo estiver sob efeito de cocaína, pode fazer com que este veja as cores com um brilho diferente. Podemos dizer que há influência marcante na percepção mediante o uso de álcool também. Além disso, o estado emocional da pessoa poderá influenciar nos processos de percepção e do pensamento, por exemplo, a pessoa amedrontada, percebe mais intensamente um pequeno ruído em seu quarto à noite com a luz apagada antes de dormir. Porisso, é conveniente que não assistamos a determinados filmes, muito especialmente as crianças, isso estende-se a outros programas de TV também, portanto, é adequado selecionarmos melhor aquilo que é bom para nós.

Para saber mais sobre o assunto, visite nosso shopping virtual e adquira a apostila: DISTÚRBIOS DO COMPORTAMENTO