São Francisco de Sales (1567-1622), do livro Filotéia.
As danças e os bailes são coisas de si inofensivas; mas os costumes de nossos dias tão afeitos estão ao mal, por diversas circunstâncias, que a alma corre grandes perigos nestes divertimentos. Dança-se à noite e nas trevas, que as melhores iluminações não conseguem dissipar de todo, e quão fácil que debaixo do manto da escuridão se façam tantas coisas perigosas num divertimento como este, que é tão propício ao mal. Fica-se aí alta hora da noite, perdendo-se a manha seguinte e conseguintemente o serviço de Deus.
Numa palavra, é uma loucura fazer da noite dia e do dia noite, e trocar os exercícios de piedade por vãos prazeres. Todo baile está cheio de vaidade e emulação e a vaidade é uma disposição muito favorável às paixões desregradas e aos amores perigosos e desonestos, que são as conseqüências ordinárias dessas reuniões. Referindo-me aos bailes, Filotéia, digo-te o mesmo que os médicos dizem dos cogumelos, afirmando que os melhores não prestam para nada.
Se tens que comer cogumelos, vejas que estejam bem preparados e não comas muito, por que, por melhor preparados que estejam, tornam-se, todavia, um verdadeiro veneno, se são ingeridos em grande quantidade. Se em alguma ocasião, não podendo te escusar, fores coagida a ir ao baile, presta ao menos atenção que a dança seja honesta e regrada em todas as circunstâncias pela boa intenção, pela modéstia, pela dignidade e decência, e dança o menos possível, para que teu coração não se apegue a essas coisas. Os cogumelos, segundo Plínio, como são porosos e esponjosos, se impregnam facilmente de tudo quanto lhes está ao redor, até mesmo do veneno de uma serpente que por perto deles se arraste. Do mesmo modo, essas reuniões à noite arrastam para seu meio ordinariamente todos os vícios e pecados que vão alastrando pela cidade, os ciúmes, as pedanterias, as brigas, os amores loucos; e, como o aparato, a influência e a liberdade, que reinam nestas festas, agitam a imaginação, excitam os sentidos e abrem o coração a toda sorte de prazeres, caso a serpente murmure aos ouvidos uma palavra indecente ou aduladora, caso se seja surpreendido por algum olhar dum basilisco, os corações estarão inteiramente abertos e predispostos a receber o veneno. Ó Filotéia, esses divertimentos ridículos são de ordinário perigosos.
Dissipam o espírito de devoção, enfraquecem as forças da vontade, esfriam os ardores da caridade e suscitam na alma milhares de más disposições. Por estas razões nunca se deve freqüentá-los, e, no caso de necessidade, só com grandes precauções. Diz-se que, depois de comer cogumelos, é preciso beber um gole do melhor vinho existente; e eu digo que, depois de assistir a estas reuniões, convém muito refletir sobre certas verdades santas e compenetrantes para precaver e dissipar as tentadoras impressões que o vão prazer possa ter deixado no espírito. Eis aqui algumas que muito te aconselho:
1. Naquelas mesmas horas que passaste no baile, muitas almas se queimavam no inferno por pecados cometidos na dança ou por suas más conseqüências.
2. Muitos religiosos e pessoas piedosas, nessa mesma hora estavam diante de Deus, cantando seus louvores e contemplando a sua bondade; na verdade, o seu tempo foi muito mais empregado que o teu !…
3. Enquanto dançavas, muitas pessoas se debatiam em cruel agonia, milhares de homens e mulheres sofriam dores atrocíssimas em suas casas ou nos hospitais. Ah ! eles não tiveram um instante de repouso e tu não tiveste a menor compaixão deles; não pensas tu agora que um dia hás de gemer como eles, enquanto outros dançarão?!…
4. Nosso Senhor, a SS. Virgem, os santos e os anjos te estavam vendo no baile. Ah! Quanto os desgostaste nessas horas, estando o teu coração todo ocupado com um divertimento fútil e tão ridículo!
5. Ah! Enquanto lá estavas, o tempo se foi passando e a morte se foi aproximando de ti; considera que ela te chame para a terrível passagem do tempo para a eternidade e para uma eternidade de gozos ou de sofrimentos.
Eis aí as considerações que te queria sugerir; Deus te inspirará outras mais fortes e salutares, se tiveres santo temor a ele.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Sto. Agostinho: As Idades Espirituais do Homem
O homen velho: exterior e terreno
Eis como a Divina Providência realiza no tempo a recuperação dos homens a quem o pecado fez merecer a condição mortal.
Primeiramente, todo homem, ao nascer neste mundo, só se entretém com suas condições naturais e de aprendizado.
Na primeira idade, passa a cuidar de seu corpo. Tudo isso é esquecido ao crescer. Segue-se a infância. Dessa já começamos a nos lembrar de mais algumas coisas. À infância, sucede a adolescência. Nela, a natureza torna o homem capaz de procriar e torna-se pai. À adolescência segue-se a juventude, em que já são exercidas funções públicas, sob a imposição das leis. Durante ela, a proibição de pecar é mais veemente e o castigo das transgressões oprime servilmente. Provoca-nos ânimos carnais, impetos libidinosos mais violentos a agravar todos os delitos cometidos. Porque não é pecado simples cometer o que não somente é mau, mas também proibido.
Depois das dificuldades da mocidade, a idade madura concede certa paz. Vem em seguida, uma idade de desgaste e declínio, sujeita à fraqueza e enfermidades, até chegar a morte.
Eis a vida do homem que vive conforme o corpo e deixa-se prender pela cobiça das coisas temporais. É o chamado homem velho e exterior, o homem terreno. Mesmo que tenha o que o vulgo chama de felicidade, vivendo em cidade terrena bem organizada, sob o governo de reis ou chefes, regida por leis ou por tudo de bom ao mesmo tempo. Aliás sem isso, um povo não pode se organizar como deve, mesmo se um só tenha objetivos terrestres. Na verdade, todo homem possui certa medida de beleza.
O homem novo: interior e espiritual
Eis o homem que acabamos de descrever: homem velho, exterior e terreno, seja nele guardada a conveniente moderação, seja que haja nele excessos devidos à sua condição servil. Há muitas pessoas que levam integralmente tal gênero de vida, desde seu nascimento até à morte.
Outros, porém, tendo começado por aí, renascem interiormente, mortificam-se, eliminam por seu crescimento de sabedoria, tudo o que resta do homem velho. Apegando-se estreitamente às leis divinas, esperam para depois da morte visível a renovação integral. Esse é o chamado homem novo, interior e celestial. Ele possui também, por analogias, suas idades espirituais, que se distinguem não pelos anos, mas por seus progressos.
Na primeira idade, a História, sempre benfazeja, o alimenta em seu regaço, pelos exemplos fornecidos.
Na segunda idade, o homem começa a esquecer o que é simplesmente humano e tende ao que é divino. Não se sente limitado por autoridade humana; mas dá passos seguindo sua própria razão e adianta-se no seguimento da lei soberana e imutável.
Na terceira idade, já mais seguro, casa a cupidez de sua sensualidade com o vigor de sua razão e, sua alma (psíquica), unindo-se ao espírito, cobrindo-se sob o véu do pudor, goza interiormente de doçura quase conjugal. Já não vive bem, só por obrigação, mas mesmo quando todos consentissem no permitivismo, não teria nenhum prazer em pecar.
Na quarta idade, prossegue, intensificando esse mesmo esforço. Desabrocha em homem perfeito, pronto e disposto a enfrentar todas as perseguições e turbilhões deste mundo e a triunfar.
Na quinta — nessa idade da tranquilidade e sossego completo — ele vive nas riquezas e abundância do Reino inalterável da sabedoria inefável e soberana.
Na sexta — idade de transformação total na vida eterna — ele esquece totalmente a vida temporal e passa àquela forma perfeita, à imagem e semelhança de DEUS.
Na sétima, é o repouso eterno e a beatitude perpétua, na qual não se distinguem mais as idades.
Assim como o fim do homem velho é a morte, o fim do homem novo é a vida eterna. O homem velho é o homem do pecado, e o novo é o da justiça.
O Processo Evolutivo
Mas esses dois homens: o velho e o novo, indubitalvelmente são de tal modo feitos, que o primeiro, isto é, o velho e terreno, pode viver pór si só, por toda sua existência neste mundo. Mas o homem novo e celestial, certamente, não poderia se formar no curso desta vida, senão em companhia do velho. É necessário que o homem novo se inicie do velho, e conviva com ele até a morte visível. Ainda enquanto um vai se enfraquecendo, o outro vai se desenvolvendo.
Assim, guardadas as proporções, acontece com o gênero humano, cuja vida se desenrola como a de uma só pessoa, desde Adão até o fim deste século. Pelas leis da Divina Providência que a governa, aparece a humanidade distribuída em duas classes. Uma constituída dos ímpios que trazem impressa a imagem do homem terreno desde o início dos tempos até o seu fim. A outra classe é formada das gerações de um povo consagrado ao único DEUS.
Adão a João Batista, conduziu DEUS a vida do homem terreno sob certa justiça servil. Sua história chama-se Antigo Testamento, sob a promessa de um reino temporal. Mas toda esta história, no seu conjunto, nada mais é do que a imagem do novo povo do Novo Testamento, ao qual é prometido o reino dos céus. A vida deste povo, na fase temporal, vai da vinda do SENHOR à humildade, até sua volta à Glória, no dia do Juízo.
Depois do que, o velho homem, tendo desaparecido, será aquela transformação definitiva e prometida: uma vida angélica. “Porque todos ressucitaremos, mas nem todos seremos transformados.”(1Cor 15:51 – versão itálica).
O povo santo, pois, ressucitará para ver em si os restos do velho homem transfigurados no homem novo. O povo ímpio também ressucitará, após haver realizado o velho homem do inicio ao fim, mas será para cair numa segunda morte.
Os que lerem diligentemente as Escrituras, encontrarão aí a distinção das idades. Não se espantará de encontrar misturadas a cizânia e a palha. Porque o ímpio vive para o homem piedoso, o pecador para o justo, a fim de que ao lado deles, se levante com estímulo maior para atingir a perfeição.
Ação dos Profetas e dos Evangelizadores
No tempo em que o povo era terreno, os que mereceram atingir a iluminação homens interiores, foram os auxiliares da humanidade. Manifestaram ao povo o que exigia a idade em que se encontravam, e que ainda não estavam no tempo da manifestação. assim, aparecem os patriarcas e os profetas, aos olhos daqueles que em vez de se entregarem a ataques pueris, estudavam com piedade e diligência o tão benéfico e sublime mistério das realidades divinas e humanas.
Essa mesma função, no tempo atual do novo povo, são os varões insignes e espirituais, discípulos da Igreja Católica que assumem com muita prudência, como podemos constatar.
Quando eles compreendem que certa questão não deve ainda ser proposta para o povo, guardam-na, mas espalham largamente o leite à multidão ávida, dos que ainda são fracos.
Todavia, juntamente com pequeno número de sábios, eles se nutrem de alimentos mais fortes. Pregam a sabedoria entre os perfeitos. Aos homens carnais e psíquicos que — apesar de serem homens novos — são ainda crianças, eles velam algumas coisas, sem jamais usar de mentiras. Não procuram atrair para si vãos elogios e cumprimentos futéis. Só procuram o proveito dos que mereceram ser seus companheiros nesta vida.
Esta é Lei da Divina Providência: que ninguém, para conhecer e obter a Graça de DEUS, seja ajudado pelos que lhe estão acima, anão ser os que com desinteressado afeto tenham ajudado aos que estão abaixo.
Assim, mesmo depois do nosso primeiro pecado que foi cometido por um homem pecador, e por isso por nossa própria natureza, o gênero humano chega a ser a glória e o ornamento deste mundo. A ação da Divina Providência foi tal que pela arte de tratamento indescritível, a própria fealdade dos vícios transforma-se em não sei quê de belo.
Fonte: Agostinho,Santo. De vera Religione, A Verdadeira Religião. Cáp 26 à 28. Ed Paulus.
Eis como a Divina Providência realiza no tempo a recuperação dos homens a quem o pecado fez merecer a condição mortal.
Primeiramente, todo homem, ao nascer neste mundo, só se entretém com suas condições naturais e de aprendizado.
Na primeira idade, passa a cuidar de seu corpo. Tudo isso é esquecido ao crescer. Segue-se a infância. Dessa já começamos a nos lembrar de mais algumas coisas. À infância, sucede a adolescência. Nela, a natureza torna o homem capaz de procriar e torna-se pai. À adolescência segue-se a juventude, em que já são exercidas funções públicas, sob a imposição das leis. Durante ela, a proibição de pecar é mais veemente e o castigo das transgressões oprime servilmente. Provoca-nos ânimos carnais, impetos libidinosos mais violentos a agravar todos os delitos cometidos. Porque não é pecado simples cometer o que não somente é mau, mas também proibido.
Depois das dificuldades da mocidade, a idade madura concede certa paz. Vem em seguida, uma idade de desgaste e declínio, sujeita à fraqueza e enfermidades, até chegar a morte.
Eis a vida do homem que vive conforme o corpo e deixa-se prender pela cobiça das coisas temporais. É o chamado homem velho e exterior, o homem terreno. Mesmo que tenha o que o vulgo chama de felicidade, vivendo em cidade terrena bem organizada, sob o governo de reis ou chefes, regida por leis ou por tudo de bom ao mesmo tempo. Aliás sem isso, um povo não pode se organizar como deve, mesmo se um só tenha objetivos terrestres. Na verdade, todo homem possui certa medida de beleza.
O homem novo: interior e espiritual
Eis o homem que acabamos de descrever: homem velho, exterior e terreno, seja nele guardada a conveniente moderação, seja que haja nele excessos devidos à sua condição servil. Há muitas pessoas que levam integralmente tal gênero de vida, desde seu nascimento até à morte.
Outros, porém, tendo começado por aí, renascem interiormente, mortificam-se, eliminam por seu crescimento de sabedoria, tudo o que resta do homem velho. Apegando-se estreitamente às leis divinas, esperam para depois da morte visível a renovação integral. Esse é o chamado homem novo, interior e celestial. Ele possui também, por analogias, suas idades espirituais, que se distinguem não pelos anos, mas por seus progressos.
Na primeira idade, a História, sempre benfazeja, o alimenta em seu regaço, pelos exemplos fornecidos.
Na segunda idade, o homem começa a esquecer o que é simplesmente humano e tende ao que é divino. Não se sente limitado por autoridade humana; mas dá passos seguindo sua própria razão e adianta-se no seguimento da lei soberana e imutável.
Na terceira idade, já mais seguro, casa a cupidez de sua sensualidade com o vigor de sua razão e, sua alma (psíquica), unindo-se ao espírito, cobrindo-se sob o véu do pudor, goza interiormente de doçura quase conjugal. Já não vive bem, só por obrigação, mas mesmo quando todos consentissem no permitivismo, não teria nenhum prazer em pecar.
Na quarta idade, prossegue, intensificando esse mesmo esforço. Desabrocha em homem perfeito, pronto e disposto a enfrentar todas as perseguições e turbilhões deste mundo e a triunfar.
Na quinta — nessa idade da tranquilidade e sossego completo — ele vive nas riquezas e abundância do Reino inalterável da sabedoria inefável e soberana.
Na sexta — idade de transformação total na vida eterna — ele esquece totalmente a vida temporal e passa àquela forma perfeita, à imagem e semelhança de DEUS.
Na sétima, é o repouso eterno e a beatitude perpétua, na qual não se distinguem mais as idades.
Assim como o fim do homem velho é a morte, o fim do homem novo é a vida eterna. O homem velho é o homem do pecado, e o novo é o da justiça.
O Processo Evolutivo
Mas esses dois homens: o velho e o novo, indubitalvelmente são de tal modo feitos, que o primeiro, isto é, o velho e terreno, pode viver pór si só, por toda sua existência neste mundo. Mas o homem novo e celestial, certamente, não poderia se formar no curso desta vida, senão em companhia do velho. É necessário que o homem novo se inicie do velho, e conviva com ele até a morte visível. Ainda enquanto um vai se enfraquecendo, o outro vai se desenvolvendo.
Assim, guardadas as proporções, acontece com o gênero humano, cuja vida se desenrola como a de uma só pessoa, desde Adão até o fim deste século. Pelas leis da Divina Providência que a governa, aparece a humanidade distribuída em duas classes. Uma constituída dos ímpios que trazem impressa a imagem do homem terreno desde o início dos tempos até o seu fim. A outra classe é formada das gerações de um povo consagrado ao único DEUS.
Adão a João Batista, conduziu DEUS a vida do homem terreno sob certa justiça servil. Sua história chama-se Antigo Testamento, sob a promessa de um reino temporal. Mas toda esta história, no seu conjunto, nada mais é do que a imagem do novo povo do Novo Testamento, ao qual é prometido o reino dos céus. A vida deste povo, na fase temporal, vai da vinda do SENHOR à humildade, até sua volta à Glória, no dia do Juízo.
Depois do que, o velho homem, tendo desaparecido, será aquela transformação definitiva e prometida: uma vida angélica. “Porque todos ressucitaremos, mas nem todos seremos transformados.”(1Cor 15:51 – versão itálica).
O povo santo, pois, ressucitará para ver em si os restos do velho homem transfigurados no homem novo. O povo ímpio também ressucitará, após haver realizado o velho homem do inicio ao fim, mas será para cair numa segunda morte.
Os que lerem diligentemente as Escrituras, encontrarão aí a distinção das idades. Não se espantará de encontrar misturadas a cizânia e a palha. Porque o ímpio vive para o homem piedoso, o pecador para o justo, a fim de que ao lado deles, se levante com estímulo maior para atingir a perfeição.
Ação dos Profetas e dos Evangelizadores
No tempo em que o povo era terreno, os que mereceram atingir a iluminação homens interiores, foram os auxiliares da humanidade. Manifestaram ao povo o que exigia a idade em que se encontravam, e que ainda não estavam no tempo da manifestação. assim, aparecem os patriarcas e os profetas, aos olhos daqueles que em vez de se entregarem a ataques pueris, estudavam com piedade e diligência o tão benéfico e sublime mistério das realidades divinas e humanas.
Essa mesma função, no tempo atual do novo povo, são os varões insignes e espirituais, discípulos da Igreja Católica que assumem com muita prudência, como podemos constatar.
Quando eles compreendem que certa questão não deve ainda ser proposta para o povo, guardam-na, mas espalham largamente o leite à multidão ávida, dos que ainda são fracos.
Todavia, juntamente com pequeno número de sábios, eles se nutrem de alimentos mais fortes. Pregam a sabedoria entre os perfeitos. Aos homens carnais e psíquicos que — apesar de serem homens novos — são ainda crianças, eles velam algumas coisas, sem jamais usar de mentiras. Não procuram atrair para si vãos elogios e cumprimentos futéis. Só procuram o proveito dos que mereceram ser seus companheiros nesta vida.
Esta é Lei da Divina Providência: que ninguém, para conhecer e obter a Graça de DEUS, seja ajudado pelos que lhe estão acima, anão ser os que com desinteressado afeto tenham ajudado aos que estão abaixo.
Assim, mesmo depois do nosso primeiro pecado que foi cometido por um homem pecador, e por isso por nossa própria natureza, o gênero humano chega a ser a glória e o ornamento deste mundo. A ação da Divina Providência foi tal que pela arte de tratamento indescritível, a própria fealdade dos vícios transforma-se em não sei quê de belo.
Fonte: Agostinho,Santo. De vera Religione, A Verdadeira Religião. Cáp 26 à 28. Ed Paulus.
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