terça-feira, 22 de março de 2011
Água é um dos principais símbolos do Cristianismo
Especialmente no batismo, sacramento que é a porta de entrada à vida em comunhão com a Igreja de Cristo, que pela água o ser humano passa a ser filho de Deus, participante da vida da Trindade. "O próprio Jesus deixou-se batizar no Rio Jordão por João Batista. Ele se submeteu ao batismo para transformar nossa humanidade participante da vida de Deus. Por isso o batismo de Jesus tem um significado importante para a vida cristã”, explica o sacerdote.
Depois da Ressurreição, Jesus Cristo ordenou aos discípulos que fossem pelo mundo afora batizando as pessoas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, por isso a palavra batismo significa mergulho, assim o batizado mergulha na vida de Deus.
Padre Wagner lembra que São Paulo Apóstolo diz que batizar uma pessoa é mergulhá-la no mistério de Jesus. Assim esse sacramento insere os cristãos nesse mistério que se torna parte de suas vidas, transformando-os em filhos de Deus, discípulos de Jesus, membros da Igreja de Cristo. “A partir do batismo, o próprio Deus faz de nossos corações Sua morada. Recebemos por meio do batismo o dom do Espírito de Cristo Ressuscitado, ao ponto de dizermos como São Paulo 'não sou eu quem vive mais Cristo que vive em mim' (cf .Gl 2,20)", enfatiza.
Na cruz, uma lança transpassa o corpo de Cristo e Dele jorra sangue e água; neste momento do coração de Jesus jorra a fonte da graça. “A água simboliza o Espírito Santo que é derramado como fonte de graça para a salvação da humanidade, e o sangue de Cristo simboliza a salvação”, esclarece padre Wagner.
Também esses dois elementos, sangue e água, simbolizam os sacramentos: a água simboliza o sacramento do batismo e o sangue, o sacramento da Eucaristia.
“Jesus no mistério da sua morte, oferece a si mesmo à humanidade no mistério do batismo e da Eucaristia. Por meio da vida sacramental da Igreja entramos em comunhão com Jesus Cristo”, destaca o sacerdote.
Água, presente de Deus ao homem
No Livro do Gênesis, a água é descrita como fonte de vida dentro do mistério da criação. Padre Wagner ressalta que Deus cria a pessoa humana em comunhão com toda a natureza criada, sendo a água um dom, um presente Dele para o homem.
“O ser humano necessita de água para viver, para se lavar, para cozinhar os alimentos, etc. As pessoas devem saber respeitar a água e dar condições pra que seus semelhantes tenham acesso a ela. A água não é propriedade exclusiva de ninguém, mas deve ser um dom de Deus para todos”.
A preservação da água e de toda a natureza criada por Deus é objetivo central da Campanha da Fraternidade deste ano. A campanha promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) destaca que a “criação geme dores de parto” e pede por mais “Fraternidade e a Vida no Planeta”.
Em mensagem especialmente enviada à CNBB, o Papa Bento XVI salientou a importância da "mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação" proposta pela Campanha da Fraternidade 2011.
O Santo Padre ressalta primeiramente uma correta relação com o mundo buscando maior sensibilidade à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus.
"O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a 'ecologia humana'", enfatiza o Papa.
fonte: cancaonova.com
quarta-feira, 9 de março de 2011
De bem com a vida!
É importante estar bem com Deus, conosco e com os homens em geral. Quando não estamos bem numa dessas áreas, comprometemos as outras.
Trazemos heranças de nossos antepassados (nos aspectos bio-psico-social-religioso). Durante a vida, desde a gestação, somos sujeitos a traumas e muitos não resolvidos, ficam arquivados em nossa memória e por vezes, de forma inconsciente, atrapalham nosso relacionamento.
Algumas doenças têm origem no emocional e manifestam-se através de sintomas no corpo, parecendo até que tiveram origem no físico. São as chamadas psicossomáticas. O tratamento eficaz precisa atingir o corpo e a mente (bio-psicológico), não deixando de lado a área espiritual.
| DOENÇA como nos acomete | Estamos sujeitos a | É necessário tratamento | A prevenção deve ser constante |
| Corpo | Herança genética, vírus, bactérias, etc. | Clínico com medicamentos, vitaminas naturais e vacinas | Através da conscientização |
| Alma | Traumas ou experiências negativas | Terapêutico, restabelecendo o equilíbrio emocional | Afetividade equilibrada |
| Espírito | Contaminações ou maldições | Religioso buscando a caminhada espiritual | Rever o sentido da vida |
HERANÇA
Rom 7,14 – deixo de fazer o que quero e me vejo fazendo o que não quero.
Hereditário: refere-se a um atributo transmitido pelo menos por um ascendente e é pré-existente à concepção.
Hereditariedade psicológica é a transmissão aos descendentes de caracteres dos genitores na esfera das aptidões e inaptidões sensório-motoras e intelectuais (movimento/inteligência/entendimento).
Aptidão: potencial pré-existente, diferente de capacidade que é objeto de avaliação (esta depende do desenvolvimento natural da aptidão, da formação educativa e do exercício).
Exemplo: Pai médico não quer dizer que o filho será médico. Se o dom (herança) existir no filho, este só se manifestará apto se tiver oportunidade de desenvolver a capacidade, através da formação educativa e do exercício da profissão. Se o filho for inapto desse potencial, ele será médico por esforço, mas não por aptidão. Poderá ter aptidão de pedreiro, herdado do avô e por condição social ou de valores, nunca exercer tal aptidão, não desenvolver tal capacidade que poderia no entanto, dar bons frutos, chegando pelos estudos, à condição de um mestre de obras, arquiteto ou engenheiro civil.
Na esfera afetiva das tendências, gostos, preferências e atributos caracterológicos, devemos entender que:
Tendência – é uma força impulsionadora
Gosto – é uma inclinação, simpatia.
Preferência – é a prioridade.
Atributos caracterológicos – são as evidências, simples ou mais complexas de um fator ou vários.
ONDE ENTRAM OS TRAUMAS NA HERANÇA?
Exemplo: Gula, pode ser proveniente de trauma de fome dos antepassados. Algo agride um indivíduo, bloqueia a área das aptidões sensório motoras ou intelectuais ou a área afetiva das tendências, gostos, preferências e atributos caracterológicos, causando doenças ou sintomas como ansiedade, compulsões, depressão, etc. que podem ser transmitidos aos seus descendentes manifestando os mesmos sintomas, sem no entanto, a pessoa ter sofrido a mesma causa.
Exemplo: Uma pessoa é violentada sexualmente. Os traumas físicos só manifestam-se nela, os traumas psicológicos podem passar para outras gerações, manifestando-se com sintomas de aversão ou compulsão ao sexo, a opção pelo homossexualismo, medo do sexo ou algum distúrbio nesta área.
Certos traumas levam a uma “ferida” tão grande que podem desequilibrar o metabolismo. Esta carga genética negativa pode passar para outras gerações.
Padre D´Grandis, cita uma frase: “Tenho Jesus no coração, mas vovô em meus ossos”. É como se os atos e feitos negativos de nossos antepassados, entrassem em nosso sangue.
Herança física – a medicina diagnostica, dá prognósticos e trata.
Herança espiritual –A Bíblia nos cita sobre maldições até a 4ª.geração, mas que as bênçãos vão até a milésima (Êxodo 20,5-6).
Herança psicológica – no inconsciente pessoal, resumimos experiências de nossos ancestrais, assim conflitos não resolvidos ou mal resolvidos, podem passar de geração em geração.
GESTAÇÃO
A mãe tem consciência que ela e o filho são duas pessoas distintas, porém o bebê não entende muito bem e isso é confuso para ele: Quem sou eu? Quem é minha mãe? Por isso, os sentimentos e as emoções da mãe, confundem-se na criança. Muitos dos traumas aí podem instalar-se, por exemplo: a mãe não ama o bebê... o bebê não se ama! A mãe rejeita o bebê...o bebê tem baixa estima!
As experiências boas e más sofridas e vivenciadas pela mãe e o bebê, influenciam direta e indiretamente a nova vida que está se formando. Evidentemente a própria mãe também traz consigo as boas e más experiências que também viveu quando estava dentro do útero de sua mãe.
Os testemunhos falam por si, quando ouvimos casos de pessoas por exemplo, que foram geradas com braço em má posição e posteriormente já adultas, em certos momentos ou circunstâncias de suas vidas, sentem dores nos braços, sintomas que a medicina não consegue detectar o motivo ou a origem.
Pessoas por exemplo que sofreram rejeição do companheiro (o pai da criança) ou de familiares diretos (pai, mãe) ou amigos, acabam muitas vezes sem querer, transmitindo para o bebê o mesmo sentimento, o de rejeição e não é difícil que esta criança tenha futuramente dificuldades com a escola ou no relacionamento com outras pessoas.
Em alguns casos, cria-se uma forte dependência afetiva, que descontrolada pode se tornar negativa e irá ter influências futuras no convívio da mãe e do filho de maneiras não saudáveis. A mãe que por exemplo, renunciou a projetos de vida quando estava grávida, acaba por exigir do filho um retorno, que pode ser correspondido de forma não boa, refletindo uma carência e dependência afetiva/emocional difícil e negativa.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Catolicismo: única religião monoteísta que reverencia uma mulher
Segundo o teólogo, a Virgem Maria tem um papel determinante na Bíblia. No Novo Testamento e nos Atos dos Apóstolos, explica o professor, ela aparece poucas vezes, mas em momentos fundamentais: anunciação, nascimento de Cristo, primeiro milagre nas Bodas de Caná, aos pés da cruz e no nascimento da Igreja, no Pentecostes.
O estudioso destaca ainda é Maria a mulher que mostra os cumprimentos das palavras do Antigo Testamento, exemplo de fé e obediência: Ela reza os Salmos, cumpres os preceitos religiosos levando o menino Jesus ao Templo, e ao mesmo tempo é aquela que acolhe e medida as palavras de Cristo em seu coração.
Por meio dos quatro dogmas - virgindade, imaculada conceição, maternidade divina e assunção ao Céu - a Igreja Católica apresenta essa mulher extraordinária que é Maria, enfatiza o teólogo, e todos esses dogmas leva a Cristo. “Ao mesmo tempo que Deus é quem dá a Salvação Ele pede a colaboração humana, pedindo a Maria sua colaboração, e ela se mostra disposta e acredita. E tudo isso nos vem pelas mãos de uma mulher”, afirma.
E dizer que Maria é a mãe de Deus, para o professor, é a forma mais fácil de entender que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem: “Virgem mãe filha do seu Filho”.
A visão de Maria assunta no céu mostra aos cristãos que a meta de todos não está na vida presente, como ressalta o professor, ao afirmar também que ela é aquela que participou primeiramente da salvação de Cristo, por meio dessa assunção.
“Não podemos dizer que falar de Maria nos afasta de Cristo porque tudo que é grande em Maria tem seu fundamento em Cristo”, destaca Lino Rampazzo.
As mulheres da Bíblia
O doutor em teologia salienta também a forte presenta feminina na Bíblia, lembrando as mulher que acompanhava Jesus e os apóstolos. “No momento mais difícil quando Jesus dá seu supremo testemunho na cruz há somente um homem presente e todas as outras eram mulheres. E no dia da ressurreição são as mulheres que vão no túmulo de Jesus”, elucida o professor.
Santo Ambrósio, por exemplo, define a importância de Maria Madalena chamando-a de “apóstola dos apóstolos”, justamente porque é ela quem anunciou a ressurreição aos discípulos.
As grandes mulheres da Igreja
Já no Livro do Gênesis, quando é explicada a criação da humanidade, Deus mostra o papel do homem e da mulher. “Dizer que mulher saiu da costela do homem, significa mostrar que ela não está acima ou abaixo, mas ao lado, a mulher é a companheira do homem, ela o completa. O homem não conseguiria traduzir todos os dons da humanidade se não colocasse a mulher ao seus lado”, enfatiza o teólogo.
Para Lino Rampazza, a mulher é o coração da sociedade e o seu maior dom é a afetividade; sem ela a sociedade seria fria e não perceberia todos os aspectos da realidade.
“Se olharmos as figuras dos grande homens, vemos ao seu lado a figura de uma mulher. Muitas vezes é uma mãe, esposa, uma filha, uma figura de uma mulher que o fez entender e agir melhor na sociedade”, destaca.
No decorrer dos séculos, as mulheres desempenham papéis de grande importância e notoriedade na Igreja e na sociedade. Entre elas, destacam-se as doutoras da Igreja - Santa Catarina de Sena, Santa Teresinha do Menino Jesus e Santa Teresa d'Ávila – , as grandes santas como Santa Clara de Assis, Santas Perpétua e Felicidade, as mártires Santa Águeda e Santa Luzia, e as grandes mulheres católicas do século XX como Madre Teresa de Calcutá e Chiara Lubich.
