É importante estar bem com Deus, conosco e com os homens em geral. Quando não estamos bem numa dessas áreas, comprometemos as outras.
Trazemos heranças de nossos antepassados (nos aspectos bio-psico-social-religioso). Durante a vida, desde a gestação, somos sujeitos a traumas e muitos não resolvidos, ficam arquivados em nossa memória e por vezes, de forma inconsciente, atrapalham nosso relacionamento.
Algumas doenças têm origem no emocional e manifestam-se através de sintomas no corpo, parecendo até que tiveram origem no físico. São as chamadas psicossomáticas. O tratamento eficaz precisa atingir o corpo e a mente (bio-psicológico), não deixando de lado a área espiritual.
| DOENÇA como nos acomete | Estamos sujeitos a | É necessário tratamento | A prevenção deve ser constante |
| Corpo | Herança genética, vírus, bactérias, etc. | Clínico com medicamentos, vitaminas naturais e vacinas | Através da conscientização |
| Alma | Traumas ou experiências negativas | Terapêutico, restabelecendo o equilíbrio emocional | Afetividade equilibrada |
| Espírito | Contaminações ou maldições | Religioso buscando a caminhada espiritual | Rever o sentido da vida |
HERANÇA
Rom 7,14 – deixo de fazer o que quero e me vejo fazendo o que não quero.
Hereditário: refere-se a um atributo transmitido pelo menos por um ascendente e é pré-existente à concepção.
Hereditariedade psicológica é a transmissão aos descendentes de caracteres dos genitores na esfera das aptidões e inaptidões sensório-motoras e intelectuais (movimento/inteligência/entendimento).
Aptidão: potencial pré-existente, diferente de capacidade que é objeto de avaliação (esta depende do desenvolvimento natural da aptidão, da formação educativa e do exercício).
Exemplo: Pai médico não quer dizer que o filho será médico. Se o dom (herança) existir no filho, este só se manifestará apto se tiver oportunidade de desenvolver a capacidade, através da formação educativa e do exercício da profissão. Se o filho for inapto desse potencial, ele será médico por esforço, mas não por aptidão. Poderá ter aptidão de pedreiro, herdado do avô e por condição social ou de valores, nunca exercer tal aptidão, não desenvolver tal capacidade que poderia no entanto, dar bons frutos, chegando pelos estudos, à condição de um mestre de obras, arquiteto ou engenheiro civil.
Na esfera afetiva das tendências, gostos, preferências e atributos caracterológicos, devemos entender que:
Tendência – é uma força impulsionadora
Gosto – é uma inclinação, simpatia.
Preferência – é a prioridade.
Atributos caracterológicos – são as evidências, simples ou mais complexas de um fator ou vários.
ONDE ENTRAM OS TRAUMAS NA HERANÇA?
Exemplo: Gula, pode ser proveniente de trauma de fome dos antepassados. Algo agride um indivíduo, bloqueia a área das aptidões sensório motoras ou intelectuais ou a área afetiva das tendências, gostos, preferências e atributos caracterológicos, causando doenças ou sintomas como ansiedade, compulsões, depressão, etc. que podem ser transmitidos aos seus descendentes manifestando os mesmos sintomas, sem no entanto, a pessoa ter sofrido a mesma causa.
Exemplo: Uma pessoa é violentada sexualmente. Os traumas físicos só manifestam-se nela, os traumas psicológicos podem passar para outras gerações, manifestando-se com sintomas de aversão ou compulsão ao sexo, a opção pelo homossexualismo, medo do sexo ou algum distúrbio nesta área.
Certos traumas levam a uma “ferida” tão grande que podem desequilibrar o metabolismo. Esta carga genética negativa pode passar para outras gerações.
Padre D´Grandis, cita uma frase: “Tenho Jesus no coração, mas vovô em meus ossos”. É como se os atos e feitos negativos de nossos antepassados, entrassem em nosso sangue.
Herança física – a medicina diagnostica, dá prognósticos e trata.
Herança espiritual –A Bíblia nos cita sobre maldições até a 4ª.geração, mas que as bênçãos vão até a milésima (Êxodo 20,5-6).
Herança psicológica – no inconsciente pessoal, resumimos experiências de nossos ancestrais, assim conflitos não resolvidos ou mal resolvidos, podem passar de geração em geração.
GESTAÇÃO
A mãe tem consciência que ela e o filho são duas pessoas distintas, porém o bebê não entende muito bem e isso é confuso para ele: Quem sou eu? Quem é minha mãe? Por isso, os sentimentos e as emoções da mãe, confundem-se na criança. Muitos dos traumas aí podem instalar-se, por exemplo: a mãe não ama o bebê... o bebê não se ama! A mãe rejeita o bebê...o bebê tem baixa estima!
As experiências boas e más sofridas e vivenciadas pela mãe e o bebê, influenciam direta e indiretamente a nova vida que está se formando. Evidentemente a própria mãe também traz consigo as boas e más experiências que também viveu quando estava dentro do útero de sua mãe.
Os testemunhos falam por si, quando ouvimos casos de pessoas por exemplo, que foram geradas com braço em má posição e posteriormente já adultas, em certos momentos ou circunstâncias de suas vidas, sentem dores nos braços, sintomas que a medicina não consegue detectar o motivo ou a origem.
Pessoas por exemplo que sofreram rejeição do companheiro (o pai da criança) ou de familiares diretos (pai, mãe) ou amigos, acabam muitas vezes sem querer, transmitindo para o bebê o mesmo sentimento, o de rejeição e não é difícil que esta criança tenha futuramente dificuldades com a escola ou no relacionamento com outras pessoas.
Em alguns casos, cria-se uma forte dependência afetiva, que descontrolada pode se tornar negativa e irá ter influências futuras no convívio da mãe e do filho de maneiras não saudáveis. A mãe que por exemplo, renunciou a projetos de vida quando estava grávida, acaba por exigir do filho um retorno, que pode ser correspondido de forma não boa, refletindo uma carência e dependência afetiva/emocional difícil e negativa.

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