O sentimento é fundamentado no cérebro emocional, que se refere a capacidade individual de experimentar as emoções. A pessoa afetiva se caracteriza pelo predomínio da sensibilidade sobre a inteligência e a atividade. É necessário o controle dessas emoções (medo, amor, cólera, tristeza, alegria e repugnância). Assim, eu sinto, por isso já faz parte de mim, ainda que não me entendam ou aceitem.
Se sinto atração por uma pessoa muito educada, porém, por conta de uma experiência negativa, minha reação pode depender do meu equilíbrio emocional e até mesmo da minha autenticidade em expressar os meus sentimentos, o que caracteriza a minha personalidade. Assim, se já sofri os dissabores de ter sido traído, ao menor indício de uma possível traição no novo relacionamento, estou sujeito a transferir meus sentimentos de insegurança, falta de confiança ou mágoa, mesmo sem fundamento algum.
Exemplo: imagine que eu admire um jovem muito afetivo, atencioso, romântico e quero conquistá-lo (pensamento); sendo também muito afetiva, atenciosa, romântica (sentimento) e o convido para jantar em minha casa (comportamento). No decorrer do dia, alguém me informa que o viu na floricultura de mãos dadas com uma moça. Se o meu temperamento for norteado por uma emoção descontrolada, certamente não reagirei adequadamente, pois o meu pensamento estará impregnado de suposições, o que pode influenciar os meus sentimentos e comportamentos. Posteriormente, venho a descobrir que a jovem é sua irmã e as flores eram para mim. É possível que a minha falta de controle emocional terá sido um grande obstáculo naquilo que poderia ser um bom relacionamento.
Quando a pessoa está bem ao ponto de vista da vida psíquica, esta consegue lidar com os seus conflitos e enfrentar o mundo, realizando atos inteligentes, resolvendo problemas adequadamente, sendo criativo, verbalizando as suas idéias, ajudando outras pessoas, etc.

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